Produção de sorgo cresce na safra 2025/26

Cultivado em segunda safra após a soja, o sorgo vem ganhando espaço em função de seu ciclo mais curto e tolerância ao clima seco e solos de menor fertilidade.

Segundo a Scot Consultoria, a expansão da área semeada para o sorgo, de acordo com a projeção feita pelos organismos oficiais, resultará em uma produção recorde. A região Centro-Oeste lidera a produção, e o Brasil pode se posicionar entre os três maiores produtores do mundo.

Como você vê essa possibilidade de rotação de cultura na sua propriedade? Vale a pena investir? Como você observa a comercialização do sorgo na sua região?

Leia a análise completa no site, de sua opinião, e ajude outros produtores na tomada de decisão:

Sorgo: o novo protagonista da 2ª safra no Centro-Norte do Brasil.

O sorgo vive um novo momento de expansão no Brasil. A produção nacional deve ultrapassar pela primeira vez a marca de 7 milhões de toneladas na safra 2025/26, atingindo aproximadamente 7,56 milhões de toneladas. O mais impressionante é que, nos últimos anos, a cultura apresentou um CAGR próximo de 20% ao ano, um dos maiores crescimentos entre as culturas agrícolas brasileiras.

O avanço está concentrado principalmente no Centro-Norte do Brasil, com destaque para Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins. Goiás sozinho já representa quase 30% da produção nacional de sorgo.
Mas o que está impulsionando esta expansão?
:sheaf_of_rice: Menor custo de produção
:sheaf_of_rice: Maior tolerância à seca
:sheaf_of_rice: Melhor adaptação ao risco climático
:sheaf_of_rice: Expansão do etanol e da demanda por ração
:sheaf_of_rice: Alternativa ao milho em ambientes mais desafiadores
:sheaf_of_rice: Maior segurança operacional para o produtor
:sheaf_of_rice: Genética avançada

O grande ponto de mudança vem principalmente do custo dos fertilizantes nitrogenados. Com petróleo elevado, guerra no Oriente Médio e forte pressão sobre ureia e amônia, o milho 2ª safra passa a operar com margens muito mais apertadas para a próxima safra 2027.

Em várias regiões, principalmente no Centro-Norte, o produtor começa a se perguntar:

:backhand_index_pointing_right: Vale a pena continuar assumindo o mesmo risco financeiro e climático no milho?

E é exatamente neste espaço que o sorgo ganha força.
O sorgo exige menos investimento, suporta melhor períodos de seca e reduz a exposição financeira em uma safra onde:
:money_bag: juros seguem elevados
:bank: crédito mais restrito
:test_tube: nitrogenados nos maiores níveis dos últimos anos
:cloud_with_rain: risco climático aumentando com possível El Niño

Além disso, o avanço do etanol de cereais abre uma nova avenida de crescimento para a cultura. O sorgo passa a deixar de ser apenas uma “segunda opção” e começa a ocupar posição estratégica no sistema produtivo.
O que veremos pela frente?
:chart_increasing: aumento de área no Centro-Oeste e MATOPIBA
:chart_increasing: maior participação do sorgo na 2ª safra
:chart_increasing: crescimento do uso industrial e etanol
:chart_increasing: maior busca por culturas resilientes
:chart_increasing: sistemas produtivos mais defensivos financeiramente

O milho vai desaparecer? Claro que não. Mas certamente o milho alto risco plantado em março pode ser substituído pelo sorgo ja na próxima safra 2027.

O mercado começa a entrar em uma nova lógica:Nem sempre a cultura de maior potencial produtivo será a mais rentável.Em muitos casos, a melhor relação risco x retorno poderá estar no sorgo. :seedling:

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