Nasa alerta para 'El Niño Godzilla' no oceano que pode impactar o clima

El Niño pode provocar novas tragédias semelhantes à do Rio Grande do Sul, alerta meteorologista

Fenômeno El Niño deve aumentar temperaturas e intensificar chuvas no Brasil; Sul do país fica em alerta para eventos extremos.

Como consequência, safras agrícolas podem ser comprometidas, elevando custos de produção e pressionando os preços dos alimentos em nível global. Esse cenário impacta tanto produtores quanto consumidores, além de gerar instabilidade em mercados internacionais.

Diante desse contexto, especialistas reforçam a importância de monitoramento constante e de políticas públicas voltadas à mitigação dos efeitos climáticos. A cooperação entre países também é apontada como essencial para reduzir riscos e proteger populações mais expostas aos impactos do fenômeno.

Como você vai se preparar para o Godzilla?

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“Super El Niño” é exagero? Especialista critica alarmismo

“Super El Niño” pode gerar mais confusão do que informação

A possível volta do fenômeno climático El Niño no segundo semestre de 2026 já mobiliza previsões internacionais e manchetes alarmistas. Especialistas alertam, no entanto, que exageros na comunicação podem gerar ansiedade e decisões equivocadas, especialmente no agronegócio.

Já apareceu um contraponto. O que você acha?
Leia mais no link abaixo:

Mais uma matéria sobre o assunto, especificando os efeitos por região:

A atualização das projeções climáticas reforça ainda mais o cenário em discussão na nossa Rede de Decisão. Agora, a NOAA elevou para 82% a chance de formação do El Niño até julho de 2026, aumentando a preocupação sobre possíveis impactos no próximo ciclo agrícola. Depois de anos marcados por extremos climáticos, o mercado começa a perceber que talvez isso não seja mais um evento isolado, mas algo cada vez mais presente na rotina do agro.

O ponto mais delicado talvez esteja na imprevisibilidade. Não é apenas excesso ou falta de chuva. Eventos climáticos mais intensos afetam produtividade, logística, custos e até decisões comerciais. Em muitas propriedades e empresas rurais, uma mudança no clima já é suficiente para alterar completamente o planejamento da safra.

Esse novo alerta também aumenta a pressão sobre produtores, agroindústrias e gestores. Quem conseguir se adaptar mais rápido tende a sofrer menos impacto quando o cenário muda. E isso vale tanto para produção quanto para comercialização, fluxo de caixa e capacidade de reação diante das incertezas.

O que mais preocupa você em um possível novo El Niño?

El Niño tem 82% de chance de se formar até julho de 2026 - Revista Cultivar

O excelente estudo da Scot conclui que: O produtor do Rio Grande do Sul pode trabalhar com a expectativa de uma safra com perfil hídrico mais favorável do que a média, não vai chover em todo lugar, mas a probabilidade joga a favor.

Já o produtor de Mato Grosso e Goiás deve dar atenção redobrada ao risco de veranico no enchimento de grãos. Cuidados como escalonamento da data de semeadura, escolha de variedades mais resistentes a estresse hídrico e atenção à previsão de curto prazo passam a pesar mais. No Paraná e Mato Grosso do Sul, o efeito esperado é mais atenuado e outros fatores, como padrão de chuvas de curto prazo e manejo tendem a pesar mais.

Ressalta-se que as tendências apontadas aqui devem entrar na conta como mais uma informação no planejamento, e não como uma previsão certeira.

Participe com sua opinião sobre o tema e fortaleça a tomada de decisão no agro!

Leia a análise completa no site:

El Niño 2026/2027 e os Impactos no Agronegócio Brasileiro

O relatório da COGO Inteligência em Agronegócio projeta uma probabilidade de 63% de ocorrência de um El Niño muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, com potencial para estar entre os eventos mais intensos desde 1950. O principal efeito esperado é uma forte assimetria climática no Brasil: seca no Norte, Nordeste, Matopiba e parte do Centro-Oeste, enquanto o Sul tende a ser beneficiado por chuvas acima da média.


Fonte Imagem: MetSul
Principais conclusões

  1. O maior risco está no Matopiba

A região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia aparece como a mais vulnerável do país.

Impactos previstos:

  • Soja: perdas de 8% a 20%
  • Milho safrinha: perdas de até 25%
  • Algodão: perdas de 12% a 20%
  • Maior demanda por seguro rural e crédito emergencial

O relatório considera o Matopiba o principal foco de risco da safra brasileira 2026/27.

  1. O Sul deve ser o grande vencedor climático

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná tendem a receber chuvas acima da média.

Possíveis ganhos:

  • Soja: aumento de produtividade de 5% a 15%
  • Milho: aumento de 5% a 12%
  • Trigo: melhores condições produtivas
  • Arroz irrigado: estabilidade ou leve ganho

Entretanto, aumenta o risco de excesso de umidade e doenças fúngicas.

Impactos por cultura

Soja

Regiões mais afetadas:

  • Matopiba
  • Pará
  • Rondônia
  • Centro-Oeste

Estimativa nacional:

  • Redução de 3 a 8 milhões de toneladas na produção brasileira.

O ganho produtivo no Sul não compensaria totalmente as perdas no Matopiba e Centro-Oeste.

Milho

A cultura mais vulnerável é a safrinha em MT e GO.

Perdas estimadas:

  • 1ª safra Norte/Nordeste: 8% a 18%
  • Safrinha MT/GO: 12% a 25%

O período mais crítico será fevereiro e março de 2027.

Café

O café aparece entre as commodities mais sensíveis ao evento.

Regiões de maior risco:

  • Cerrado Mineiro
  • Sul de Minas
  • Bahia
  • Rondônia

Possíveis perdas:

  • 8% a 18%

O relatório alerta que uma quebra simultânea no Brasil, Vietnã e África poderia provocar uma nova disparada dos preços internacionais do café.

Cana-de-açúcar

Impacto muito forte no Nordeste.

Perdas previstas:

  • Nordeste: 15% a 25%
  • Centro-Sul: 5% a 12%

Por outro lado, quebras na Índia e Tailândia podem elevar fortemente os preços globais do açúcar, beneficiando exportadores brasileiros.

Algodão

Risco elevado em:

  • Mato Grosso
  • Matopiba
  • Nordeste

Perdas previstas:

  • 12% a 20%

A redução simultânea da oferta na Índia e Austrália tende a sustentar preços internacionais mais altos.

Citros (laranja)

São Paulo e Triângulo Mineiro podem sofrer:

  • Queda de produtividade de 8% a 15%
  • Frutos menores
  • Problemas na floração

O relatório projeta valorização do suco de laranja.

Pecuária

Bovina de corte

O principal problema será a degradação das pastagens.

Consequências:

  • Aumento de 20% a 40% nos custos de suplementação
  • Abate antecipado
  • Pressão sobre rebanhos no médio prazo

Leite

Regiões mais afetadas:

  • Minas Gerais
  • Goiás
  • São Paulo

Impactos:

  • Menor produção por estresse térmico
  • Aumento de 15% a 20% nos custos de alimentação

Suínos e aves

O problema principal será o encarecimento da ração.

Estimativas:

  • Ração +8% a +15%
  • Repasse parcial para preços finais das proteínas animais.

Efeitos nos preços das commodities

O relatório projeta tendência de alta para:

Produto Potencial de alta
Açúcar +18% ou mais
Café +12%
Algodão +15%
Milho +12%
Soja +8%
Trigo +15% (mercado global)

Oportunidades para investidores e produtores

Os setores que podem capturar valor mesmo em um cenário adverso:

  1. Usinas do Centro-Sul exportadoras de açúcar.
  2. Cafeicultores irrigados do Sudeste.
  3. Produtores de trigo do Sul.
  4. Algodão irrigado em Mato Grosso.
  5. Produtores de soja e milho do Sul.
  6. Empresas de irrigação.
  7. Seguradoras rurais e seguro paramétrico.
  8. Frigoríficos exportadores localizados no Sul do Brasil.

O que mais chama atenção

Há um ponto que merece cautela: o relatório assume um cenário de El Niño muito forte e trabalha com projeções baseadas em eventos históricos. Isso é útil para planejamento, mas não deve ser interpretado como previsão consolidada. O dado mais relevante para quem toma decisão hoje não é a quebra projetada, e sim a assimetria regional.

Se eu fosse resumir em uma frase:

O El Niño 2026/27 tende a transferir renda agrícola do Norte, Nordeste, Matopiba e parte do Centro-Oeste para o Sul do Brasil, além de favorecer empresas expostas a commodities agrícolas com oferta global reduzida.

Na Rede De Decisão no Agronegócio da WebRural, a notícia não fica solta, a informação é acompanhada através de diversas postagens e reflexões sobre o tema, de forma a ajudar você a entender o contexto, te propiciando a tomar a melhor decisão para sua realidade! Entre para a REDE e conheça essa nova forma de acesso a informação separando o que é ruído e o que é sinal!

Fontes citadas pelo relatório: NOAA, FAO, USDA, INMET, CONAB, CEMADEN e análise própria da COGO.