A principal mudança está na redução gradual de tarifas, que deve atingir a maior parte dos produtos ao longo dos próximos anos, aumentando a competitividade do agro brasileiro no mercado europeu e ampliando oportunidades de exportação.
O acordo do Mercosul com a União Europeia começa a entrar em vigor de forma provisória, trazendo uma mudança estrutural no comércio entre os blocos após mais de duas décadas de negociações. Já no início, uma parcela relevante dos produtos agropecuários passa a ter tarifa zero, acelerando esse movimento.
Na leitura da CNA, o acordo melhora o ambiente comercial ao dar mais previsibilidade, ampliar cotas e reduzir custos de acesso ao mercado europeu.
No entanto, há um ponto central: reduzir tarifa não significa garantir venda. O acesso real depende do cumprimento de exigências sanitárias, técnicas e ambientais impostas pela União Europeia, que continuam sendo uma barreira relevante para o produtor brasileiro.
Por isso, apesar do potencial positivo, o acordo também traz riscos.
A CNA alerta que novas regras europeias, como exigências ambientais e mecanismos de salvaguarda, podem limitar os ganhos e até gerar desequilíbrios competitivos. Além disso, a abertura também funciona nos dois sentidos, com produtos europeus chegando ao Brasil, pressionando setores internos e exigindo mais eficiência e organização do produtor.
Você acha que esse acordo vai ajudar ou atrapalhar o produtor brasileiro na prática?
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