Brasil deve esgotar cota de carne bovina para a China no início de maio/26

O Brasil deve atender até a primeira semana de maio toda a cota de exportação de carne bovina para a China. Foi o que afirmou, nesta quarta-feira (8/4/2026), o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, durante o Encontro de Confinamento e Recriadores realizado pela Scot Consultoria em Ribeirão Preto (SP).

Setor estuda o que fazer com 600 mil toneladas que não serão exportadas ao mercado chinês.

Ontem, o diretor executivo global da JBS, Gilberto Tomazoni.JBS, previu a queda do boi no 2º semestre com cota chinesa e confinamentos.

Disse que, outros países aumentam sua demanda por carne, mas não o suficiente para preencher redução de compras da China.

O esperado preenchimento da cota brasileira de exportação de carne bovina para a China até meados do ano e a ampliação da oferta de bois para abate provenientes de confinamentos tendem a jogar para baixo as cotações da arroba do animal no segundo semestre, completou.

E você pecuarista, o que acha disso e qual a sua estratégia diante dessas afirmações?

Saiba mais nos dois links abaixo:

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https://globorural.globo.com/pecuaria/boi/noticia/2026/04/jbs-ve-queda-do-boi-no-2o-semestre-com-cota-chinesa-e-confinamentos.ghtm

ATENÇÃO: Brasil deve atingir a cota somente entre setembro e outubro, não mais em maio, como previam as consultorias!!!

Na média de 2026, foram exportadas 115,2 mil toneladas de carne bovina mensalmente à China. Em abril, 42% da cota foi cumprida, considerando apenas a carne registrada para exportação no ano.

Neste ritmo, o Brasil deve atingir a cota entre setembro e outubro.

Havia dúvidas se o Brasil atingiria a cota no mês de junho, porém a China confirmou que 50% da cota foi preenchida no decorrer de maio, considerando a quantidade que ainda não foi contabilizada nas estatísticas do Secex.

Parte da percepção de que a cota seria antecipada veio da incerteza sobre a possibilidade de a China incluir, no cálculo, os embarques realizados no fim do ano anterior que ainda estavam em trânsito.

Também pesaram as projeções de consultorias que consideraram a manutenção do ritmo de importações observado nos últimos meses de 2025, período em que os chineses compraram, em média, 50% mais do que nos primeiros meses de 2026.

Com isso, o mercado deve seguir valorizado na sua opinião?

Fonte:Athenagro

Cota China!!! O assunto do momento desde o dia 31/12/2025!!!

Olha a cobra… É mentira…
Olha a cota… É…
É tempo de São João!

Essa tal cota China, pode até acontecer mesmo, tem grande chance disso e não é assunto para ser ignorado, claro. É assunto para ser gerenciado. Preocupa, e muito.

Mas, até agora, a divulgação de dados oficiais de internalização de carne pela China está deixando claro que ela fará com isso o que ela bem entender, no dia que bem entender e sob seus claros interesses.

A China está desmoralizando a sua regra. E ninguém, fora o Xi Jinping sabe como isso se dará. Não acredite em hipótese alguma em alguém que diz saber o que vai ocorrer com China! Isso “non eqziste” como diria o memorável Padre Quevedo.

Estamos todos no escuro. Mas algo me diz, pensando em lógica, que a “mardita” cota não vai prosperar…

Até lá, temos que pensar que vai ocorrer. E nos proteger dela. Confinadores, pecuaristas, exportadores do Brasil e importadores chineses estão todos no escuro. Sim, até os chineses do trade da proteína bovina estão sem saber como agir. Fato!

Só que tem gente aproveitando o escuro para tentar fazer “traquinagem comercial” e tentar o que é muito difícil: comprar arroba mais barata em 2026.

Mentira no comercial é isenta lá no céu, dizem! Não acumula pecados, ao que parece. A turma abusa.

A margem caminhou o seu pêndulo para a base da cadeia, a cria (e vai ficar lá por um bom tempo). Isso está deixando o jogo brigado. Prepare-se. Vem chumbo grosso de informação enviesada e vai vir cada vez mais.

Quem precisa adquirir animais gordos ou magros, estará em apuros de margem menor nesse e nos próximos semestres e procurará se defender. Normal!

Errado não é quem solta esses posicionamentos com viés, errado (ou ingênuo!) é quem cai neles! Bem vindo à vida capitalista comercial.

Mercado deu ótima oportunidade de proteção essa semana com PUTs para junho/julho, por exemplo.

Ou você tem a sua estratégia, ou vai fazer parte da estratégia de alguém!

A valorização do bezerro mal começou. A cria eficiente junto com a pastagem tropical tratada como lavoura, são os únicos diferenciais competitivos da pecuária do Brasil. Vamos, em breve, entregar não só carne commodity em quantidade para o mundo, mas também carne Prime. A melhor seleção genética bovina do mundo, feita pelo Brasil, entregará um belo serviço na próxima década. Temos um horizonte gigante nesse sentido nos próximos 5 a 10 anos.

O nosso futuro é mais do que promissor… a paridade internacional da carne do Brasil está longe demais, mas a luz no final do túnel dela, já ascendeu.

O mundo que demanda proteína bovina não pode tirar o Brasil da equação de oferta.

Mas, reforço, à despeito do nosso promissor futuro: o nosso desafio vai só aumentar. O jogo ficou mais pesado.

O que te trouxe até aqui, não vai te levar adiante.

Permanecer na pecuária é um convite impositivo à sua evolução. Ou você inevitavelmente ficará pelo caminho.

A cota China é só uma pedrinha na longa trilha para a paridade internacional que temos pela frente.

Fonte: Rodrigo Albuquerque
@Notícias_do_Front

Cota da China: realidade ou terrorismo de mercado?

Desde o início do ano, a cota chinesa para importação de carne bovina tem sido apontada como uma das maiores ameaças para a pecuária brasileira. Muitos produtores ouviram que o Brasil esgotaria rapidamente seu limite de exportação e que uma grande quantidade de carne ficaria sem destino, pressionando os preços do boi gordo.

O problema é que as projeções ganharam mais espaço do que os fatos. O mercado passou meses discutindo um cenário futuro enquanto o produtor precisava tomar decisões no presente.

Isso não significa que o risco não exista. A dependência da China continua sendo uma preocupação legítima. Mas os números divulgados depois mostraram que o esgotamento da cota não aconteceu no ritmo previsto. Enquanto isso, a oferta limitada de animais continuou sustentando o mercado e lembrando uma velha lição da pecuária: preço não é formado por uma única variável. Quem vende ou retém animais baseado apenas em manchetes corre o risco de tomar decisões mais emocionais do que estratégicas.

A minha reflexão não é sobre a China, mas sobre a forma como o pecuarista reage às informações.

Ele precisa monitorar riscos, mas também precisa separar projeções de realidade, filtrar informações, separar o sinal do ruído.

Quando previsões passam a influenciar mais o mercado do que os fatos concretos, surge uma pergunta inevitável: você acha que estamos diante de uma ameaça real ou de um ambiente onde o medo está sendo usado para direcionar expectativas?

Contribua para tomada de decisão de outros produtores e gestores do agro. Entre na REDE e poste sua opinião, link de noticia ou seu conhecimento sobre o tema.

Na REDE você pode acompanhar os acontecimentos (olhando os posts acima) até seu desfecho.

Abaixo a materia que gerou meu post sobre o assunto: